RESEX do Rio Cajari | Turismo Estado Amapá

RESERVA EXTRATIVISTA DO RIO CAJARI

    A Resex do Rio Cajari é a UC com maior índice de desmatamento no estado (SEMA, 2011). O desmatamento ocorre principalmente nas áreas de floresta e na transição entre floresta e outras fitofisionomias. Na maioria das áreas alteradas o desmatamento foi para agricultura de subsistência e para ocupação irregular no oeste da unidade. A área foi ocupada principalmente por agricultores que residem na sede de Laranjal do Jari e não praticam atividades extrativistas. Em virtude do fácil acesso à unidade, é frequente a ocorrência de caça e pesca ilegais.

       Ao norte da Resex encontra-se uma grande faixa de cerrado com algumas manchas de áreas alteradas, onde há frequente ocorrência de queimadas. Contudo, a maior concentração destas manchas ocorre no lado oeste e sudoeste da UC, próximo às sedes municipais de Laranjal do Jari e Vitória do Jari, às margens da BR-156 e ramais. Menor intensidade de áreas alteradas é observada no entorno das áreas inundáveis e do rio Cajari. 

     Por sua heterogeneidade ambiental, diferentes atividades extrativistas são desenvolvidas na Resex. No Alto Cajari as comunidades ali existentes sobrevivem da agricultura de subsistência e coleta de castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa).

       No Médio Cajari, a principal atividade é o extrativismo de palmito do açaí(Euterpe oleracea). Além disso, muitas famílias criam animais de médio e grande porte para auxiliar na renda familiar. E no Baixo Cajari, a principal atividade é o extrativismo do fruto do açaí, o corte seletivo de madeira para consumo local (construção de casas e passarelas) e a pesca, principalmente do camarão. A UC possui cerca de 50 comunidades dispersas em todas as fitofisionomias. Os moradores dos campos inundáveis constroem suas casas principalmente nas margens do rio Cajari e lago do Ajuruxi, sobre palafitas. De acordo com os últimos levantamentos realizados, vivem na Resex 3.050 moradores, distribuídos em 552 famílias (PICANÇO, 2009).

        Atualmente, um dos maiores desafios do órgão gestor da UC é implementar  alternativas para o uso sustentável dos seus recursos naturais que sejam compatíveis com a capacidade de gestão das cooperativas e associações de moradores. Um exemplo de ação neste sentido é o Projeto Carbono Cajari, cujo objetivo é fortalecer a cadeia produtiva da castanha-do-brasil por meio da conservação das florestas, favorecer a fixação de carbono e contribuir no combate ao aquecimento global e mudanças climáticas.

FONTE: Arquivo da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá - SEMA

Rua Odilardo Silva, Nº1584-Centro

Macapá, AP

E-mail: reservation@amapaecocamping.com

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