Terras Indígenas do Amapá | Turismo Estado Amapá

TERRAS INDÍGENAS DO ESTADO DO AMAPÁ

            Os textos referentes às terras indígenas foram extraídos do folder "Terra/Povos Indígenas e Unidades de Conservação no Amapá e Norte do Pará / Brasil", julho 2009, produzido pela ONG Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena.

 

                                                     O COMPLEXO DO TUMUCUMAQUE

            O complexo do Tumucumaque é constituído pelas terras indígenas Parque do Tumucumaque e Paru d’Este. Situadas, em sua maior parte, no Estado do Para, e numa pequena faixa no Estado do Amapá. Este complexo situa-se na região  em que o Brasil faz fronteira com suriname e Guiana Francesa . Nele encontram-se, em maior número os Tiriyó, Kaxuyana, a leste, e os Wayana e Aparai, a oeste. Em menor número vivem os txikuyana, a Oeste, e algumas famílias

 

                                                                  TIRIYÓ E WAJÃPI E LESTE 

            Todos esses grupos, que atualmente totalizam cerca de 1.900 pessoas, possuem parentes no outro lado da fronteira, tanto no Suriname quanto na Guiana Francesa. Com exceção de uma família de falantes da língua Wajãpi, do tronco tupi, os demais habitantes do Parque são todos falantes de Línguas Caribe.

            O único meio de acesso a esta região e por via aérea. A experiência de convívio desses grupos com não índios se deu a partir de 1960, por iniciativa da FAB e de missionários católicos no lado oeste desta TI, e da FUNAI e missionários protestantes no lado leste.

            A partir de um processo de redispersão territorial iniciado nos anos 80, esses grupos habitam hoje cerca de 50 aldeias nessas duas terras indígenas, cuja a vegetação principal é constituída por floresta densa, com uma grande mancha de vegetação do tipo savana. 

                                   

                                                 OS POVOS INDÍGENAS DO BAIXO RIO OIAPOQUE

            Os quatro povos que habitam a região do baixo rio Oiapoque falam línguas aruak (os Palikur), carib (os Galibi-Kali´na) e patoá (os Karipuna e os Galibi-Marworno).Falam também português e francês, aprendidos no processo de inter-relações com diferentes povos que, nos últimos 400 anos, transitaram por essa região de fronteira e devido à proximidade com a Guiana Francesa. 

            Esses quatro povos ocupam três Terras Indígenas contíguas (TI Uaçá, TI Juminã e TI Galibi do Oiapoque), demarcadas e homologadas, que abrangem 23% da extensão territorial do município de Oiapoque. Estas terras configuram uma grande área contínua, cortada a oeste pela BR-156, que liga Macapá a Oiapoque. A paisagem típica da região é de savana e campos alagados, com numerosas ilhas, onde se localizam as aldeias e roças, e por uma floresta tropical de terra firme, com árvores de grande porte. Os índios exploram todos esses nichos ecológicos, alimentando-se basicamente de peixe, de farinha de mandioca e de frutas. A farinha de mandioca excedente é comercializada, em Oiapoque, em troca de outros produtos. 

            Estima-se que sejam hoje cerca de 7.000 índios divididos em 35 aldeias e na cidade de Oiapoque. Na década de 70, os quatro grupos indígenas iniciaram um processo de organização política conjunta com a realização anual de grandes assembleias indígenas, onde discutem problemas comuns da área, tomam decisões e encaminham reivindicações às autoridades.

                                                                           WAJÃPI

            Os Wajãpi que vivem na TI Waiãpi somam hoje 980 pessoas, distribuidas em 49 pequenas aldeias. A Terra Indígena foi identificada nos anos 1970, mas sua delimitação formal só ocorreu em 1980. Depois disso, sofreu sucessivas tentativas de redução, tendo seus limites legais demarcados e homologados apenas entre 1994 e 1996. A demarcação foi feita com a participação dos Wajãpi, numa iniciativa pioneira apoiada pela Funai, pela Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI). 

            A área é de floresta tropical densa e tem relevo acidentado, integrando o complexo das Montanhas do Tumucumaque. Os Wajãpi vivem da agricultura, da caça, da pesca e da coleta, mudando periodicamente a localizaçao de suas aldeias para permitir a recuperação ambiental das áreas ocupadas. O acesso às aldeias se dá pela BR 210, pelos rios e por trilhas abertas no meio da floresta. As famílias adquirem alguns instrumentos de trabalho e mercadorias com a renda dos aposentados e dos agentes comunitários contratados pelo governo. Entre estes, há professores indígenas, agentes de saúde e agentes de saneamento. 

            Os Wajãpi falam uma língua tupi-guarani e, em sua maioria, também falam e entendem português. Em 2001 os Wajãpi tiveram sua arte gráfica kusiwa registrada pelo IPHAN e em 2003 suas expressões gráficas e orais foram reconhecidas pela Unesco como patrimônio da humanidade.

FONTE: Arquivo da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá - SEMAN / Folder "Terra/Povos Indígenas e Unidades de Conservação no Amapá e Norte do Pará / Brasil", julho 2009, produzido pela ONG Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena.

Rua Odilardo Silva, Nº1584-Centro

Macapá, AP

E-mail: reservation@amapaecocamping.com

  • Google+ Clean
  • Twitter Clean
  • facebook